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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

História de Santa Dimpna (Dymphna)


SANTA DIMPNA, PADROEIRA DE DOENTES MENTAIS E DO SISTEMA NERVOSO


A Irlanda, bela ilha evangelizada por St. Patrick que se aninha nas águas azuis do Atlântico, há muito tempo é conhecida popularmente como A Ilha dos Santos. Um nome apropriado, visto que ela é assim chamada devido ao número de santos irlandeses ser tão alto que não caberiam no calendário cristão. Contudo, grande parte dos católicos desconhece a maioria desses santos, não sabendo sequer seus nomes. Uma dessas gloriosas e esquecidas santas, muitas vezes referida como “Lírio de Fogo”, devido a suas incontáveis virtudes e penoso martírio, é Santa Dimpna. E, embora os registros da vida desta santa virgem sejam escassos e incompletos, são suficientes para tomarmos conhecimento das principais emanações de sua existência, que se enobrece e se glorifica devido aos seus inúmeros milagres autenticados, os quais atestam e exaltam a sua santidade.

Santa Dimpna nasceu no século VII, época em que a Irlanda era majoritariamente católica. Contudo, seu pai, um pequeno rei de Oriel, ainda era pagão. Sua mãe, que descendia de uma família nobre, por sua vez era uma cristã devota, famosa na região por sua pureza, devoção, e grande beleza. Dimpna, como sua mãe, era a própria beleza encarnada, sendo também desde sua mais tenra infância uma criança doce e triunfante, a “jóia” de sua casa. Todo o carinho e atenção foram dedicados a ela desde o seu nascimento, e os Céus também a presentearam com dons especiais. A futura santa foi desde cedo colocada sob o cuidado e a tutela de uma mulher devota ao cristianismo, quem a preparou para seu glorioso batismo, que foi conferido pelo padre Gerebran, muito respeitado na região.  Este parece ter sido um membro da casa, o qual mais tarde ensinou à pequena Dimpna a arte da escrita, paralelamente ao ensino da religião. Dimpna era uma prodigiosa e inteligente pupila, e desenvolveu rapidamente uma sabedoria diferenciada para sua idade. Ainda quando muito jovem, Dimpna, como muitas outras donzelas da nobreza irlandesa, mais jovens e mais velhas que ela, consagrou sua virgindade a Jesus Cristo e a sua sagrada mãe, Virgem Maria, com um voto de castidade.

Entretanto, não demorou para que uma inesperada nuvem ocultasse a infância feliz da encantadora menina. A morte levou sua mãe para o outro lado. Muitas foram as lágrimas que ela derramou secretamente em luto a sua amada progenitora, porém, em contrapartida ela encontrou um grande conforto na fé em Deus, a qual, mesmo com sua tenra idade, já demonstrava raízes profundas em sua personalidade.
Muitas foram as lágrimas que derramou secretamente em luto a sua amada progenitora, porém, em contrapartida ela encontrou um grande conforto na fé em Deus, a qual, mesmo com sua tenra idade, já demonstrava raízes profundas em sua personalidade. “

O pai de Dimpna também sentiu profundamente triste com  a morte de sua querida esposa, e por um longo período continuou angustiado e recluso. Enfim, seus conselheiros o convenceram de que deveria se casar novamente. Então ele delegou a alguns membros de sua corte a tarefa de procurar   uma dama que fosse tão bela e bondosa como sua primeira esposa. Após visitar inúmeros países em vão, seus mensageiros retornaram afirmando que não conseguiram achar tão charmosa e amável moça como sua amável filha, Dimpna. Dando ouvidos às sugestões de seus conselheiros, o rei concebeu o desejo de se casar com Dimpna. Com palavras bajuladores e persuasivas, ele manifestou seu propósito à ela. A moça, como seria de se esperar, ficou tremendamente horrorizada com a sugestão, e pediu um período de quarenta dias para considerar a proposta. Ela imediatamente se voltou para o padre Gerebran, o qual a aconselhou que ela deveria deixar seu país nativo, e, como o perigo era eminente, ele a urgiu que o fizesse sem demora.

Com toda a velocidade, portanto, ela saiu para o continente, acompanhada pelo padre Gerebran, o bobo da corte e sua esposa. Após uma viagem relativamente tranquila, eles chegaram na costa, perto da cidade que hoje em dia se chama Antuérpia. Fazendo uma parada para um breve descanso, eles retomaram a viagem e chegaram até uma pequena vila denominada Gheel, localizada hoje em dia na Bélgica. Aqui eles foram recebidos com muita hospitalidade e começaram a fazer os planos para estabelecerem sua futura moradia neste lugar.

O rei, por sua vez, tendo descoberto a fuga de Dimpna, ficou extremamente zangado, e imediatamente mandou seus seguidores em busca dos fugitivos. Após algum tempo eles acharam rastros dos fugitivos que os levaram à Bélgica, e o local de refúgio dos fugitivos foi localizado. Primeiramente, o pai de Dympna tentou persuadí-la a retornar com ele, porém o padre Gerebran repreendeu-o severamente, e o rei então ordenou que o padre fosse morto. Sem demora, seus servos colocaram suas mãos sobre o padre e violentamente o acertaram no pescoço com a lâmina de uma espada. Com um golpe de aço, sua cabeça foi decepada de seus ombros, e mais um martir cristão iria se juntar aos ilustres heróis do reino cristão.

As futuras tentativas por parte do pai de Dimpna para induzí-la a retonar com ele forem infrutíferas. Com uma coragem audaz ela rejeitou suas promessas tentadoras e suas ameaças cruéis. Enfurecido com sua resistência, o rei sacou uma adaga da cintura e atingiu a cabeça da filha.  Oferecendo sua alma à compaixão de Deus, a virgem sagrada se sentiu prostrada aos pés de seu insano e enlouquecido pai.

Assim, a gloriosa coroa do martírio foi concedida a Santa Dimpna aos quinze anos de sua vida, no dia quinze de maio, entre os anos 620 e 640. Ao dia de sua morte foi atribuído o seu dia festivo.

Fonte: Dimpna


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